
Comprar uma moto ganhando um salário mínimo exige olhar além do preço anunciado. Uma motocicleta barata pode consumir pouco combustível, mas custar caro em manutenção; outra pode ter preço maior, porém oferecer peças mais fáceis de encontrar e menor risco de despesas inesperadas.
Entre as motos usadas que podem entrar nessa conta estão Honda Pop 110i, Honda CG 160 Start, Fan e Titan, Yamaha Factor 150, Haojue DR 160, DK 150, DK 160 e Dafra Apache 150.
A pergunta é simples: quanto custa uma usada, quanto ela faz por litro e se realmente vale a pena para quem tem orçamento apertado?
Os valores da Tabela FIPE são referências de preço médio e podem mudar conforme ano, estado de conservação, região e versão. A própria FIPE ressalta que o valor efetivamente negociado pode ser diferente.
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Honda Pop 110i: é boa para quem quer gastar pouco?

Sim, desde que a prioridade seja o uso urbano e a economia. A Pop 110i ES tem motor de 109,5 cm³, 8,4 cv, câmbio de quatro marchas e peso seco de apenas 88 kg.
É também uma das motos mais econômicas da lista. Testes realizados em 2026 pelo Instituto Mauá de Tecnologia apontaram 49 km/l de média para a Pop 110i ES.
Na referência de setembro de 2026, a FIPE da Pop 110i usada parte de aproximadamente R$ 9.533 nos exemplares mais antigos, chegando a cerca de R$ 13.948 nos modelos mais recentes. No mercado de anúncios, exemplares usados podem aparecer próximos de R$ 12.900, dependendo do ano e estado.
É uma boa opção para quem quer economia máxima e vai usar a moto principalmente na cidade. O ponto negativo é o desempenho limitado diante de uma CG 160 ou Factor 150.
Honda CG 160 Start, Fan e Titan: qual usada faz mais sentido?

A CG 160 é uma das opções mais completas para quem precisa da moto como meio de transporte diário. Start, Fan e Titan compartilham o motor de 162,7 cm³, mas têm diferenças de equipamentos e acabamento.
A CG 160 Start é a versão mais simples. O modelo 2026 tem 14,4 cv, câmbio de cinco marchas, injeção eletrônica e tanque de 14 litros. O preço sugerido da nova é R$ 17.350.
Nos usados, uma CG 160 Start 2016 aparece em referência próxima de R$ 11.844, enquanto uma Start 2024 fica na faixa de R$ 16.330.
A CG 160 Fan ocupa uma posição intermediária e costuma ser procurada por quem quer uma moto para trabalhar sem partir para a Titan.
Já a CG 160 Titan acrescenta equipamentos como freio ABS e iluminação em LED. Na linha 2026, produz 14,4 cv com gasolina ou 14,7 cv com etanol e tem preço sugerido de R$ 20.590.
O consumo das CG 160 varia conforme versão, condução, carga e condições de uso, mas fica normalmente na faixa de 40 a 45 km/l em utilização econômica.
E para quem ganha pouco, a Start usada tende a exigir menos dinheiro na compra; Fan e Titan entregam mais equipamentos. A vantagem da linha está também na enorme oferta de peças e serviços no mercado brasileiro.
Yamaha Factor 150: ela é econômica?

Sim. A Factor 150 está entre as motos desta lista que combinam consumo baixo com uma estrutura mais adequada para uso diário.
A versão atual utiliza motor BlueFlex de 150 cm³, com 11,8 cv usando gasolina e 12 cv com etanol. A Yamaha informa 55,3 km/l em teste urbano controlado realizado pelo Instituto Mauá de Tecnologia. A própria fabricante alerta que peso, carga, maneira de pilotar e condições externas alteram o resultado.
Uma Factor 150 2024 aparece com FIPE próxima de R$ 16.034, enquanto versões mais recentes ficam acima de R$ 17 mil.
É uma boa escolha para quem procura uma moto urbana econômica, confortável e com motor maior que o da Pop. Para uma usada, vale conferir histórico de manutenção, pneus, relação e suspensão antes de fechar negócio.
Haojue DR 160: é uma boa moto usada?

A DR 160 entrega mais desempenho que Pop e modelos de 110/150 cm³. O motor de 162 cm³ desenvolve aproximadamente 14,9 cv, e o modelo utiliza câmbio de cinco marchas e freios a disco nas duas rodas com CBS.
O consumo fica próximo de 40 km/l na cidade e 43 km/l na estrada, dependendo das condições de utilização.
Na referência de setembro de 2026, a DR 160 2026 aparece em torno de R$ 19.666 na FIPE, enquanto unidades mais antigas podem ser encontradas por valores menores.
É uma moto que pode ser boa para quem encontra um exemplar bem conservado e com preço interessante. O principal cuidado é verificar a disponibilidade de peças e assistência Haojue na região onde o comprador mora.
Haojue DK 150: quanto custa uma usada?

A DK 150 chama atenção principalmente pelo preço. Na referência de setembro de 2026, a FIPE fica aproximadamente entre R$ 9.550 para modelos 2018 e R$ 13.198 para 2025, dependendo da versão. A DK 150 S também aparece nessa faixa.
O motor de aproximadamente 150 cm³ tem consumo estimado na faixa de 35 a 45 km/l, dependendo do ano e das condições de uso.
Pode ser uma alternativa interessante para quem precisa gastar menos na compra. Entretanto, uma unidade muito barata e mal conservada pode deixar de ser econômica rapidamente.
Haojue DK 160: vale a pena?

A DK 160 é uma opção intermediária. Com motor de aproximadamente 160 cm³, consumo na faixa de 35 a 40 km/l e proposta urbana, oferece mais desempenho que uma 110/125, mas sem chegar ao custo de uma motocicleta maior.
Na FIPE de setembro de 2026, os valores ficam aproximadamente entre R$ 14.467 e R$ 17.433, dependendo do ano e da versão. A DK 160 2026 aparece próxima de R$ 15.075.
Pode fazer sentido para quem quer uma 160 usada por menos dinheiro que algumas concorrentes, mas é importante verificar peças, assistência e histórico do exemplar.
Dafra Apache 150: é barata, mas ainda vale a pena?

A Apache 150 é disparada uma das mais baratas da lista quando se considera apenas o preço de compra. O problema é que também é uma motocicleta mais antiga.
Na referência de junho de 2026, os valores FIPE ficam aproximadamente entre R$ 4.270 para 2010 e R$ 5.964 para 2015. O consumo fica próximo de 35 km/l.
Para sua época, a Apache oferecia itens interessantes, como painel completo, partida elétrica, câmbio de cinco marchas e freio dianteiro a disco.
É uma alternativa para quem tem pouquíssimo dinheiro disponível para comprar a moto, mas exige uma avaliação mecânica muito mais cuidadosa. Uma unidade antiga barata pode gerar gastos posteriores com pneus, relação, freios, suspensão e outros componentes.
Qual dessas motos é mais econômica?
Em consumo, a Honda Pop 110i ES, com cerca de 49 km/l em teste controlado, está entre as opções mais econômicas.
A Yamaha Factor 150 chegou a 55,3 km/l em teste urbano específico da Yamaha, mas esse número não deve ser comparado diretamente como se fosse uma promessa de consumo no uso cotidiano.
Para quem ganha um salário mínimo, portanto, não basta perguntar qual é a moto mais barata. O melhor negócio depende do equilíbrio entre preço de compra, consumo, manutenção, disponibilidade de peças e estado da unidade usada.
Uma moto mais barata pode exigir mais dinheiro depois da compra, enquanto uma usada um pouco mais cara pode reduzir esse risco.



