Kawasaki KLE 500 tem motor de 45 cv, tanque de 16 litros e proposta para viajar sem encarar uma big trail pesada

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Kawasaki KLE 500 na cor preta
Kawasaki KLE 500: Foto Divulgação

A Kawasaki KLE 500 chega ao mercado brasileiro como uma nova opção para quem procura uma moto aventureira de média cilindrada, com motor bicilíndrico de 451 cm³, rodas voltadas ao uso misto e suspensões de longo curso.

Apresentada no Festival Interlagos Motos 2026, em São Paulo, a motocicleta ainda não teve preço oficial nem data de início das vendas no Brasil anunciados pela fabricante.

Na especificação europeia, a KLE 500 entrega 45 cv de potência, torque de 4,3 kgf.m e consumo homologado equivalente a 25 km/l. O tanque de 16 litros também favorece a proposta de viagem, embora a autonomia real dependa das condições de uso.

A combinação de motor de dois cilindros, roda dianteira de 21 polegadas e possibilidade de instalar bagagem coloca o modelo entre as novidades para quem pretende alternar asfalto e estradas de terra.

A proposta é oferecer recursos de uma aventureira sem exigir que o motociclista parta diretamente para uma motocicleta de grande cilindrada. Peso, altura do assento e preço, porém, são fatores que precisam entrar na conta antes da compra.

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Motor de 451 cm³ entrega 45 cv na versão europeia

Kawasaki KLE 500 na cor preta
Kawasaki KLE 500: Foto Divulgação

O conjunto mecânico da Kawasaki KLE 500 é formado por um motor bicilíndrico paralelo de 451 cm³, com refrigeração líquida, comando duplo de válvulas no cabeçote (DOHC) e oito válvulas. Na configuração europeia, são 45 cv a 9.000 rpm e 4,3 kgf.m de torque a 6.000 rpm, associados a um câmbio de seis marchas.

Detalhe do motor da Kawasaki KLE 500
Detalhe do motor da Kawasaki KLE 500: Foto Divulgação

A arquitetura de dois cilindros diferencia a KLE 500 de aventureiras menores equipadas com motores monocilíndricos. A configuração busca conciliar desempenho para rodovias com versatilidade em trajetos urbanos e estradas não pavimentadas.

Esses números são referentes à especificação divulgada no exterior. A ficha técnica definitiva da versão brasileira ainda precisa ser confirmada pela Kawasaki.

Rodas de 21 polegadas e suspensão de longo curso favorecem a terra

Kawasaki KLE 500 na cor preta
Kawasaki KLE 500: Foto Divulgação

A ciclística é um dos principais destaques da KLE 500. A moto utiliza roda dianteira de 21 polegadas e traseira de 17 polegadas, combinação voltada à condução em pisos variados. Os pneus têm medidas 90/90-21 na dianteira e 140/70-17 na traseira.

Detalhe da roda dianteira da Kawasaki KLE 500
Detalhe da roda dianteira da Kawasaki KLE 500: Foto Divulgação

Na suspensão, o modelo traz garfo dianteiro invertido KYB de 43 mm, com curso de 210 mm, e sistema traseiro Uni-Trak, com ajuste de pré-carga e curso de 196 mm. O conjunto foi projetado para absorver irregularidades e ampliar a capacidade de rodar fora do asfalto.

Os freios utilizam disco dianteiro de 300 mm e traseiro de 230 mm, com ABS. Nos mercados em que essa função está disponível, o sistema permite desligar o ABS para a pilotagem fora de estrada.

A altura do assento é de 870 mm. Essa medida merece atenção de quem tem menor estatura, porque pode dificultar o apoio dos pés no chão durante manobras em baixa velocidade ou com a moto parada.

Kawasaki KLE 500 pesa 194 kg e tem tanque de 16 litros

Kawasaki KLE 500
Kawasaki KLE 500: Foto Divulgação

Na configuração europeia, a KLE 500 registra 194 kg em ordem de marcha e tanque de combustível de 16 litros. O consumo homologado é de 4 litros a cada 100 km, equivalente a 25 km/l.

Se esse rendimento fosse reproduzido integralmente em uso real, o tanque permitiria percorrer cerca de 400 km. Na prática, a autonomia pode ser menor ou maior conforme velocidade, trânsito, carga, terreno e estilo de pilotagem.

A motocicleta também oferece painel LCD com conectividade para smartphone, iluminação dianteira e traseira em LED, para-brisa ajustável e protetor de cárter de alumínio na versão padrão comercializada no exterior.

A possibilidade de instalar malas laterais e baú traseiro amplia a utilidade para viagens. Ainda assim, a disponibilidade desses acessórios e a configuração dos equipamentos no Brasil dependem da definição comercial da Kawasaki.

Versão SE tem painel TFT e proteção adicional

No exterior, a Kawasaki também comercializa a KLE 500 SE, que acrescenta equipamentos em relação à versão padrão.

Painel da Kawasaki KLE 500: Foto Divulgação

Entre as diferenças estão painel TFT colorido de 4,3 polegadas, setas em LED, para-brisa mais alto, protetores de mão reforçados e proteção inferior ampliada.

Detalhe do painel Kawasaki KLE 500: Foto Divulgação

A fabricante ainda precisa confirmar quais versões serão oferecidas no Brasil e se os equipamentos da configuração SE estarão disponíveis por aqui.

Quanto custa a Kawasaki KLE 500?

Kawasaki KLE 500
Kawasaki KLE 500: Foto Divulgação

O preço brasileiro ainda não foi divulgado. Como referência internacional, a Kawasaki KLE 500 ABS 2026 parte de US$ 6.599 nos Estados Unidos, enquanto a KLE 500 SE ABS tem preço sugerido de US$ 7.499. Os valores não incluem necessariamente despesas adicionais e não podem ser convertidos diretamente em preços nacionais.

Entre as concorrentes que ajudam a contextualizar a proposta estão a Royal Enfield Himalayan 450, a CFMoto Ibex 450 e a KTM 390 Adventure. A comparação efetiva dependerá dos preços praticados no Brasil, dos equipamentos de cada versão e da disponibilidade nas concessionárias.

A KLE 500 reúne características importantes para quem quer viajar e explorar estradas de terra: motor bicilíndrico, suspensões de longo curso, roda dianteira de 21 polegadas e possibilidade de transportar bagagem. Por outro lado, os 194 kg e o assento a 870 mm são pontos relevantes para avaliar antes da compra.

O que falta para definir sua competitividade é o preço oficial brasileiro e a data de chegada às concessionárias. Sem essas informações, ainda não é possível determinar se a novidade terá vantagem comercial diante das outras aventureiras de média cilindrada.

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Elivelton Barbosa
Elivelton Barbosa

Analista do setor duas rodas, escrevo para compartilhar experiência real de pilotagem e informações técnicas sobre motocicletas.

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