A série especial baseada na Biz 125 EX 2027 chegou ao mercado brasileiro, mas a principal diferença está no visual; enquanto isso, a versão ES ganhou um equipamento que pesa mais na decisão de compra do que parece.

Foto Divulgação Honda
A Honda Biz 125 EX Kuromi chegou às concessionárias brasileiras em agosto por R$ 17.990, aproveitando a popularidade da personagem da Sanrio.
O lançamento chama atenção pelo visual roxo e pelos grafismos exclusivos, mas existe uma questão mais relevante para quem está pensando em comprar a moto: o que se ganha — ou deixa de ganhar — ao pagar mais pela edição especial?
A resposta começa pelo fato de que a Kuromi é essencialmente uma Biz 125 EX 2027 com personalização estética. A mecânica, o sistema de freios, os equipamentos de praticidade e o conjunto ciclístico são os mesmos da EX convencional.
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A versão normal custa R$ 16.840, segundo o preço público sugerido pela Honda para São Paulo, sem frete. A diferença é de R$ 1.150, ou cerca de 6,8%.
O que o dinheiro extra compra
Na prática, o adicional da Kuromi está ligado à proposta de série especial: pintura roxa, grafismos e elementos visuais inspirados na personagem. A Honda informa que o projeto foi desenvolvido por seus designers brasileiros após a repercussão de conceitos apresentados na CCXP de 2025.

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Não há, portanto, uma evolução mecânica exclusiva que justifique tratar a Kuromi como uma versão tecnicamente superior à EX convencional.
Isso é importante porque a Biz 125 EX já traz um conjunto bastante específico para o mercado brasileiro. O motor de 123,9 cm³ produz 9,53 cv e 10,1 Nm e trabalha com câmbio semiautomático de quatro marchas.
A versão também é FlexOne, aceita gasolina ou etanol e utiliza freio dianteiro a disco, enquanto a traseira é a tambor. O sistema CBS distribui a frenagem entre as rodas.

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Entre os equipamentos estão ainda painel blackout, luzes de posição em LED, tomada USB-C, porta-objetos frontal, gancho retrátil e espaço sob o banco para itens do dia a dia.
Ou seja: quem comprar a Kuromi não está pagando mais por desempenho, segurança ou potência. Está pagando pela configuração estética e pela exclusividade da série especial.
A Biz mais barata ficou mais interessante
É justamente aqui que a linha 2027 muda a conta. A Biz 125 ES, de entrada, passou a utilizar rodas de liga leve e pneus sem câmara. Antes, esse recurso era exclusivo da EX. Segundo a Honda, o sistema pode reduzir a velocidade de perda de pressão em caso de perfuração e facilitar o reparo.
A ES custa R$ 13.505, também em preço sugerido para São Paulo e sem frete. Isso deixa uma diferença de R$ 3.335 para a EX convencional e de R$ 4.485 para a Kuromi.

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A escolha, portanto, não se resume a “Biz normal ou Biz Kuromi”. Para quem prioriza custo de aquisição, a ES ganhou um equipamento que anteriormente ajudava a justificar a posição superior da EX.
Ainda existem diferenças importantes. A ES usa gasolina, tem freios a tambor nas duas rodas e não conta com o mesmo pacote visual e de equipamentos da EX. A EX, por outro lado, acrescenta o motor FlexOne, freio dianteiro a disco, iluminação de posição em LED e painel blackout.
E no uso diário?
A Biz continua seguindo uma fórmula pouco comum: 96 kg de peso a seco, assento de 749 mm na ES e 753 mm na EX, além de câmbio semiautomático. O compartimento sob o banco, o porta-objetos frontal, o gancho e a tomada USB-C também permanecem nas duas versões.
Para quem usa a moto principalmente na cidade, essas características podem ter mais impacto na rotina do que a diferença visual entre as versões.
Outro ponto relevante para o comprador é a manutenção: a Honda informa garantia de três anos sem limite de quilometragem e óleo gratuito em sete revisões, com a primeira revisão prevista aos 1.000 km ou seis meses e as seguintes a cada 6.000 km ou seis meses.
Vale olhar a Kuromi de outra maneira
A chegada da série especial coloca a Biz 125 em uma situação curiosa. A Kuromi é a versão mais cara da família, mas não é a mais potente nem a mais equipada mecanicamente: ela deriva diretamente da EX 2027.
Para o comprador brasileiro, a questão passa a ser menos “qual Biz é a mais chamativa?” e mais quanto valor existe na exclusividade visual. Quem procura uma Biz EX terá praticamente o mesmo conjunto funcional por R$ 1.150 menos.
Já quem prioriza preço encontra na ES 2027 uma alternativa mais próxima da EX em um aspecto que afeta diretamente o uso — os pneus sem câmara — embora ainda abra mão de itens importantes da versão superior.
A Biz Kuromi, portanto, não altera o que a Biz é. Ela altera principalmente a forma como a moto se apresenta. E essa diferença é justamente o ponto que o comprador precisa colocar na balança antes de transformar uma série especial em uma decisão de compra.



