
Se você é daqueles que torcem o nariz para motos custom japonesas, talvez esteja ignorando uma joia que passa despercebida por muitos: a Kawasaki Vulcan S.
Ela não tem cromados exagerados, não tenta imitar clássicos americanos e nem faz pose de durona. E talvez seja exatamente por isso que muita gente ainda não entendeu o que essa moto entrega de verdade.
A Vulcan S não quer ser o que não é. Ela foi pensada para ser confortável, moderna e extremamente funcional — sem deixar de lado o visual marcante. E o melhor: com um desempenho que surpreende desde o primeiro giro no acelerador.
Design ousado, sem nostalgia forçada
A primeira coisa que salta aos olhos na Vulcan S é que ela foge completamente do lugar-comum. Nada de para-lamas enormes ou exagero de metal polido. O visual é limpo, agressivo e com linhas que misturam o moderno ao minimalista.
- Chassi em treliça exposto
- Tanque com linhas fluidas e imponentes
- Assento baixo e ergonômico
- Farol com assinatura própria (sem copiar ninguém)
A proposta visual é clara: ser autêntica. A Vulcan S é uma custom pensada para o agora, não para reviver o passado.
Motor de esportiva com alma de cruiser
Aqui está o verdadeiro “plot twist” dessa moto: o motor é o mesmo bicilíndrico em linha da Kawasaki Ninja 650, ajustado para entregar torque em baixos e médios giros.
Estamos falando de um motor de 649cc, com 61 cv de potência e 6,4 kgfm de torque, que responde com suavidade e firmeza — seja no trânsito urbano, seja na estrada.

Não é só um motor bom “pra categoria”. É um conjunto que realmente entrega prazer ao pilotar, com retomadas rápidas, aceleração equilibrada e um ronco discreto, mas presente.
Ergonomia ajustável: conforto para todos os tipos de piloto
Essa é uma das grandes sacadas da Vulcan S: ela não foi feita com um único biotipo em mente.
O sistema Ergo-Fit permite ajustar a posição das pedaleiras, do guidão e do assento de acordo com sua altura e estilo de pilotagem. Isso torna a moto extremamente adaptável — algo raro em modelos dessa categoria.
Além disso:
- Assento baixo (705 mm) facilita a vida de pilotos iniciantes ou mais baixos.
- A posição de pilotagem é relaxada, sem cansar braços ou lombar.
- A suspensão traseira com link horizontal garante estabilidade sem sacrificar o conforto.
Tecnologia na medida certa
A Vulcan S não vem carregada de eletrônica, mas também não é crua como muitas customs tradicionais.
Ela oferece o essencial com qualidade:
- Painel semi-digital com conta-giros analógico e tela LCD completa
- ABS de série, com ótima sensibilidade
- Injeção eletrônica refinada, que responde bem em diferentes condições
Nada de firulas, mas tudo que você precisa para uma pilotagem segura e conectada com a moto. Aqui você encontra mais detalhes e ficha tecnica da Kawasaki Vulca S.
E o preço? Vale a pena?
No mercado brasileiro, a Vulcan S costuma custar entre R$ 45 mil e R$ 53 mil, dependendo do ano-modelo e dos opcionais.
Pode parecer um valor alto à primeira vista, mas vamos colocar as cartas na mesa:
- É mais acessível que muitas customs americanas com desempenho inferior.
- A manutenção segue o padrão Kawasaki: confiável, com bom suporte técnico.
- É uma moto que não desvaloriza tanto quanto se imagina, justamente por ter um público fiel e cada vez mais consciente do que ela oferece.
Comparando com rivais diretas
Se colocarmos a Vulcan S lado a lado com concorrentes como a Honda Shadow 750 (fora de linha) ou até mesmo as Royal Enfield Super Meteor 650 e Harley-Davidson Street 750, o custo-benefício da japonesa salta aos olhos.
Ela oferece:
- Mais potência e versatilidade que a Royal
- Mais conforto e tecnologia que a Street
- Mais modernidade que qualquer Shadow
O que falta para ela ser mais valorizada? Talvez, justamente, que mais pilotos se permitam experimentar.
Conclusão: uma moto para quem pensa fora da caixa
A Kawasaki Vulcan S não é uma custom convencional — e isso é ótimo. Ela entrega um equilíbrio raro entre design atual, conforto real, desempenho empolgante e confiabilidade mecânica.
É uma moto que agrada tanto o novato que quer subir de cilindrada quanto o experiente que procura algo mais prático e menos “teatral” para o dia a dia.
Se você quer fugir da mesmice e ainda assim ter uma moto com presença e prazer de pilotagem, a Vulcan S merece, no mínimo, um test ride sincero.
Talvez assim você entenda por que ela pode ser a custom japonesa mais subestimada do mercado.
